Estudo Brasileiro de Revisão Bibliográfica

Transexualismo e neuroimagem (2012)

Giancarlo Spizzirri

RESUMO

Pessoas que se identificam como transexuais estão incluídas na seção de Transtornos de Identidade Sexual da Classificação Internacional de Doenças, 10a edição (CID-10), elaborada pela Organização Mundial de Saúde. O Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, 4a edição, texto revisado (DSM-IV-TR) da Associação Psiquiátrica Americana, agrupa os Transtornos de Identidade de Gênero numa única entidade diagnóstica. São indivíduos que reportam na sua história desconforto persistente com o sexo com que nasceram e apresentam uma forte identificação com o sexo oposto. Muitos relatam sintomas significativos de estresse psicológico e procuram realizar medidas para alterar as características de seus corpos (por exemplo, por meio do uso de hormônios sexuais e cirurgia plástica) para se adequarem, o mais próximo possível, ao gênero desejado. Predisposição genética, influências psicossociais e ambientais, exposição a hormônios e, mais provavelmente, a interação entre eles podem contribuir no desenvolvimento da identidade de gênero. Apesar de a conscientização pública sobre a condição transexual estar aumentando, a compreensão científica sobre o fenômeno do desenvolvimento da identidade de gênero é limitada. Eventos ambientais e diferenças inatas têm sido relatados como situações que influenciam nessa característica essencial do ser humano. No que diz respeito ao transexualismo, tem-se sugerido que a diferenciação sexual do cérebro, durante as fases embrionárias do desenvolvimento, sofre um desvio em relação ao resto do corpo. Esta hipótese implica que a neuroanatomia desempenha um papel fundamental na determinação da identidade de gênero.


Palavras-chave: Sexualidade; Identidade de gênero; Transexualismo; Neuroanatomia; Espectroscopia de ressonância magnética.

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