Aspectos genéticos relacionados ao transexualismo (estudo brasileiro)

Aspectos genéticos relacionados ao transexualismo (2015)

Giancarlo Spizzirri

RESUMO
Transexual é quem não se identifica com o seu sexo de nascimento e que procura adequar ou passou por adequação para o gênero desejado, o que em vários, mas não em todos os casos, envolve transição somática por tratamento hormonal e cirurgia genital (cirurgia de redesignação sexual).
O envolvimento de fatores genéticos no transexualismo é oriundo, sobretudo, de estudos familiares, casos de gêmeos em concordância para a transexualidade e a partir de pesquisas da genética molecular de certos polimorfismos do sistema de genes androgênicos e estrogênicos.
O receptor androgênico (RA) é responsável pela diferenciação no córtex cortical e está associado com sua masculinização na adolescência.
Foram identificados dois subtipos de receptores estrogênicos: o ERα e o ERβ. O subtipo beta é claramente mais expressivo em várias regiões cerebrais. O receptor ERα está primariamente envolvido na masculinização, enquanto o ERβ tem papel predominante na “defeminização” dos comportamentos sexuais.
Uma pesquisa com 29 mulheres transexuais identificou associação significativa com polimorfismos dos nucleotídeos CA no ERβ (P = 0,03).
Em 112 mulheres transexuais foi encontrada uma relação entre polimorfismos do gene longo do AR e transexualismo (P = 0,04).
Duzentos e setenta e três homens transexuais, diferiam, significativamente, dos controles na repetição do tamanho médio do polimorfismo dos ERβ (P = 0,002).

PALAVRAS-CHAVE: Transexualismo, genética, aromatase, receptores androgênicos, receptores estrogênicos

TEXTO COMPLETO:

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Quem são os homens com interesse sexual em mulheres transgênero

Redes de Conectividade Estrutural em Indivíduos Transgêneros

Conectividade Funcional em Estado de Repouso em Posição Intermediária