O cérebro de trans MtF que sentem atração pela forma feminina: mudanças em redes implicadas na percepção corporal.

[Tradução própria]

Dimorfismo Sexual do Cérebro em Transexuais Masculino-para-Feminino [Ginefílicos] (2011)

Ivanka Savic, Stefan Arver

Resumo: sugere-se que a disforia de gênero é uma consequência da diferenciação sexual sexo-atípica. Testamos essa hipótese em um estudo de ressonância magnética de morfometria baseada no voxel e volumetria estrutural em 48 homens e mulheres heterossexuais (HHe e MHe, respectivamente) e 24 transexuais masculino-para-feminino ginefílicos (MtF-TR). Interesse específico foi dado à fração de substância cinzenta e substância branca, à assimetria hemisférica e aos volumes do hipocampo, tálamo, caudado e putâmen. Como HHe, MtF-TR exibiram volumes de substância cinzenta no cerebelo mais amplos do que MHe no cerebelo e giro lingual e menores volumes de substâncias cinzenta e branca no giro pré-central. Ambos grupos masculinos tiveram menores volumes hipocampais do que MHe. Como em HHe, mas não em MHe, os hemisfério cerebral e volume do tálamo direitos eram maiores do que os esquerdos. Nenhuma dessas medidas diferiu entre HHe e MtF-TR. MtF-TR exibiram também características singulares e diferiram de ambos grupos de controle por ter um volumes de tálamo e putâmen reduzidos e elevados volumes de substância cinzenta nos córtex insular direito e frontal inferior e em uma área cobrindo o giro angular direito. Os dados presentes não corroboram a noção de que cérebros de MtF-TR são feminizados. As mudanças observadas em MtF-TR trazem atenção às redes implicadas no processamento da percepção corporal.

Palavras-chave: cérebro; disforia de gênero; IRM; dimorfismo sexual; MBV; volumetria.

Texto completo (em inglês):

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