Diferenças Estruturais de Substância Cinzenta Regional entre Transexuais e Controles Saudáveis


[Tradução própria]

Diferenças Estruturais de Substância Cinzenta Regional entre Transexuais e Controles Saudáveis (2013)
Lajos Simon, Lajos R. Kozák, Viktória Simon, Pál Czobor, Zsolt Unoka, Ádám Szabó, Gábor Csukly

RESUMO

Transtorno de Identidade de Gênero (TIG) refere-se a indíviduos transexuais que sentem que o gênero biológico atribuído é incongruente com a sua identidade de gênero e isso não pode ser explicado por nenhuma condição física intersexo. Há um interesse científico crescente nas últimas década em estudar a neuroanatomia e funções cerebrais de indivíduos transexuais, para entender melhor ambos as características neuroanatômicas do transexualismo e o plano de fundo da identidade de gênero. Até então, os resultados são inconclusivos, mas em geral o transexualismo tem sido associado a um padrão neuroanatômico distinto. Os estudos são focados principalmente em transexuais masculino-para-feminino (MtF), havendo uma escassez de dados adquiridos para transexuais feminino-para-masculino (FtM). Assim, nosso objetivo era o de analisar dados estruturais de IRM com morfometria baseada no voxel (MBV) obtidos de ambos transexuais FtM e MtF (n=17) e compará-los com os dados de 18 indivíduos de controle saudáveis pareados por idade (ambos homens e mulheres). Encontramos diferenças na estrutura de substância cinzenta regional de transexuais quando comparados com indivíduos de controle, independente do gênero biológico deles, no cerebelo, no giro angular esquerdo e no lobo parietal inferior esquerdo. Adicionalmente, nossos achados mostram que, em várias áreas do cérebro, com respeito ao volume de substância cinzenta, indivíduos transexuais não diferiam significativamente de controles que compartilhavam a sua identidade de gênero, mas diferiam daqueles que compartilhavam o seu gênero biológico (áreas nos giros pré-centrais esquerdo e direito, no giro pós-central esquerdo, no cingulado posterior esquerdo, pré-cúneo e sulco calcarino, no cúneo direito, no giro fusiforme direito, no occipital lingual, médio e inferior e no giro temporal inferior). Esses resultados corroboram a noção de que diferenças cerebrais estruturais existem entre transexuais e indivíduos de controle saudáveis e que a maioria dessas diferenças estruturais são dependentes do gênero biológico.

Texto completo (em inglês):

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